quarta-feira, 14 de abril de 2010

Memória descritiva

Trabalho de Tipografia

Álvaro de Campos - O meu objectivo de trabalho para este heterónimo era tentar transparecer a ideia de movimento e de rudeza. Para isso inspirei-me em exemplos de pinturas e cartazes futuristas, da época assim como contemporâneos. Reparei que em todos eles figurava uma ideia de simplicidade tipográfica e de composição, usando-se em grande escala a linha oblíqua, ajudando assim a transparecer a ideia de dinamismo. Ora foi exactamente um trabalho parecido que quis fazer, contudo, este ficou muito aquém. A proibição do uso da cor, foi para mim (e neste caso específico), algo muito difícil de ultrapassar, uma vez que as minhas ideias de composição tinham inicialmente de passar pelo uso da cor. Mais tarde tive de a abolir, limitando-me apenas a tons cinza, preto e branco.

O resultado final ficou muito aquém do que eu esperava, porque não consegui dominar suficientemente a técnica do programa.

Todavia, o que pretendo transmitir com o resultado final é mesmo a ideia de dinamismo intimamente ligado com a poesia de Álvaro de Campos e com os ideais do movimento futurista impulsionado no início do século XX por Marinetti.


Alberto Caeiro - Neste caso o meu objectivo era tentar conseguir um resultado simples e conciso, transparecendo assim a poesia naturalista deste heterónimo. Usei fontes bastante suaves e simplificadas de forma a cumprir o meu objectivo. Por fim usei a linha oblíqua para dar ênfase ás fontes.


Ricardo Reis - O pensador e filósofo..encarei a sua poesia como algo delicado e subtil, por isso tentei usar letras "românticas", isto é, delicadas e elegantes para que se pudessem aproximar da sua filosofia.



Claramente, foi o heterónimo Álvaro de Campos quem mais captou a minha atenção, não só pela sua poesia como também pelos ideias e conceitos em que se insere. Tornou-se mais fácil de ilustrar assim como se revelou numa pesquisa de fontes tipográficas mais acessíveis; cartazes e pinturas futuristas da época (como apresentei em posts anteriores). Em Alberto Caeiro tive várias dificuldades sobretudo porque o achei demasiado simplista para uma ilustração tipográfica deste género, em que nem sequer podíamos utilizar a cor. Em Ricardo Reis, foi relativamente fácil conseguir um trabalho tipográfica próximo da sua poesia e ideologias.


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